Bahia: Intimada por ‘esquerdismo’, professora de Escola Estadual receberá suporte jurídico, diz sindicato

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Bahia: Intimada por ‘esquerdismo’, professora de Escola Estadual receberá suporte jurídico, diz sindicato

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Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias

A professora do Colégio Estadual Thales de Azevedo, em Salvador, que foi intimada dentro de uma sala de aula na última terça-feira (16) terá assistência “política e jurídica”. A garantia foi feita pelo presidente da Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia (APLB-BA), Rui Oliveira, durante a realização de um ato contra o governo Bolsonaro, na tarde deste sábado (20), em Salvador.

Rui também informou que deve se reunir com o secretário de Segurança Pública, Ricardo Mandarino, para tratar do assunto. Além disso, ele afirma que o sindicato deve realizar uma manifestação no dia 24, durante a audiência da professora.

“É inadmissível na semana da Consciência Negra, não teve só um caso, teve dois. Teve a professora do Cabula e teve a do Thales de Azevedo. No caso do Thales nós vamos tomar providência, vamos fazer uma manifestação no dia 24 – dia da audiência. É inadmissível a polícia querer introduzir um caso da escola que não tem nada a ver com a polícia, tem que ser resolvido na escola”, disse Rui.

“Estamos dando assistência política e jurídica para a professora do Thales de Azevedo e no caso do Vitória Régia do Cabula, onde uma professora foi tirada da sala. O dia de consciência negra é um dia de reflexão, conclamar todo esse povo que todo dia é dia de combater o racismo”, acrescentou.

RELEMBRE O CASO

Uma professora do Colégio Estadual Thales de Azevedo, localizado no bairro do Costa Azul, em Salvador, recebeu uma intimação, dentro da sala de aula na última terça-feira (16), para depor na Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente após denúncias de que os conteúdos de suas aulas de ciências humanas estariam “enviesados”.

Uma professora do Colégio Estadual Thales de Azevedo, localizado no bairro do Costa Azul, em Salvador, recebeu uma intimação, dentro da sala de aula na última terça-feira (16), para depor na Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente após denúncias de que os conteúdos de suas aulas de ciências humanas estariam “enviesados”.

Em nota, a direção do colégio repudiou a ação justificando que a “intimação policial direcionada à professora censura seu exercício laboral e afronta todo o corpo docente”. A instituição ainda pediu apoio das entidades que militam em defesa da educação para atravessar o momento.

Desde às 13h deste sábado (20), movimentos sociais, sindicatos, partidos e lideranças sociais e políticas se concentram no Campo Grande, em Salvador, para a realização de um ato contra o governo Bolsonaro. A marcha deve sair do bairro em direção à Praça Castro Alves, no dia em que se comemora nacionalmente a Consciência Negra. O ato, encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), é intitulado ‘Fora Bolsonaro Racista’

Bahia Notícias por Jade Coelho / Gabriel Lopes