Bahia não repete boas atuações, mas consegue empate com o Ceará

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Bahia não repete boas atuações, mas consegue empate com o Ceará

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O Tricolor chegou ao sexto jogo seguido sem perder. E só levou gol em cinco dessas partidas

Não houve motivos para repetir os elogios que o Bahia tem recebido por suas últimas atuações. O resultado, entretanto, pelo que o jogo apresentou, não foi de se lamentar. Com o empate deste sábado, 8, por 0 a 0, com o Ceará, em Fortaleza, o Tricolor chegou ao sexto jogo seguido sem perder. E só levou gol em cinco dessas partidas. Mais importante do que isso é a situação do time no Campeonato Brasileiro.

Pulou para a terceira colocação provisória – podendo cair quatro postos até o fim da rodada – e tem grandes chances de se manter no bloco de cima nesta primeira parte da competição. Na próxima quarta, 12, visita o Internacional, às 21h30, e um triunfo pode levar a equipe até a segunda colocação. Depois, curte a parada de um mês para a disputa da Copa América.

Cenário diferente

A pergunta de um milhão de reais que poderia ser feita para o técnico Roger Machado antes da partida começar era: como o Bahia faria com sua estratégia reativa quando fosse enfrentar um adversário de característica parecida, sem pompa para assumir o comando de uma partida? A resposta veio logo no primeiro tempo, com o pior comportamento possível por parte da equipe tricolor.

O jogo

O início da partida mostrou um equilíbrio de fácil diagnóstico. Nenhum dos times se ousava a arriscar um posicionamento mais agressivo, e nada acontecia para agitar a noite. Sem oportunidades para contra-atacar, o Bahia se mostrava inofensivo. O toque de bola entre meio-campistas e defensores nunca era objetivo, e havia grande insistência nos lançamentos longos.

Do outro lado, o Ceará, apesar da maior posse de bola (terminou a etapa inicial com 59%), também fazia pouco. Tanto é assim que a primeira finalização a gol do jogo só saiu aos 33 minutos, quando Thiago Carleto tentou de longe para fácil defesa de Douglas. O goleiro tricolor voltou a trabalhar logo em seguida, em tentativa semelhante de Samuel Xavier. Sem problemas. Mas nesse momento o Vovô já dominava com maior contundência.

Aos 39, o Bahia sofreu seu primeiro susto. Após cobrança de escanteio e bate-rebate na área, Thiago Galhardo pegou a sobra e acertou a rede pelo lado de fora. O Esquadrão só fez algo digno de nota nos minutos derradeiros. Aos 43, Nino Paraíba cruzou, Fernandão ajeitou de cabeça e Arthur Caíke – que havia entrado no lugar do lesionado Élber – virou bonito de primeira. Passou perto.

Já nos acréscimos, depois de uma bicicleta torta de Fernandão (a enésima neste retorno ao clube), Ernando esticou o pé e carimbou a trave. Já era uma pequena melhora que dava esperança de um segundo tempo mais decente. E veio mais um bom sinal no minuto inaugural do segundo tempo, no primeiro bom contra-ataque do time. Gregore arrancou com a bola e acionou Fernandão, que até driblou bem, mas chutou mal.

O problema é que parou por aí e não demorou para o Ceará retomar as rédeas do embate, ainda que com alguma timidez. Aos 11, Thiago Galhardo bateu de fora e exigiu boa defesa de Douglas. Quatro minutos depois, Samuel Xavier disparou bomba de primeira. Isolou.

Aos 16, Roger desmontou a trinca de volantes ao colocar Eric Ramires no lugar de Elton, e o efeito foi imediato, com duas boas chances criadas na sequência. Arthur Caíke chutou uma bola teimosa na trave e Fernandão não aproveitou bom passe de Artur. O técnico tricolor faria sua tentativa final de dar um gás ao time com a troca de Fernandão por Rogério, aos 28. E Rogério quase foi às redes sete minutos depois, quando recebeu linda assistência de Artur, mas acabou errando o alvo. O Ceará também teve oportunidades, sempre com Thiago Galhardo, porém, o zero insistiu em reinar no Castelão.

A TARDE POR Daniel Dórea e Redação| FOTO: LC MOREIRA| ESTADÃO CONTEÚDO