Ficha suja: TCE fecha ‘A Roda’ de Sarajane, Bandeira, Ubaldino, Oziel e Brasileiro.Brasileiro se defende, confirma candidatura e diz que há equívoco em lista do TCE

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Ficha suja: TCE fecha ‘A Roda’ de Sarajane, Bandeira, Ubaldino, Oziel e Brasileiro

Brasileiro se defende, confirma candidatura e diz que há equívoco em lista do TCE

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) encaminhou esta semana ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) a lista de gestores com finanças desaprovadas, com “decisão irrecorrível”, no período de 1º de julho de 2004 a 4 de julho de 2012. Conforme a relação obtida pelo Bahia Notícias, ao todo são 209 administradores, entre prefeitos, ex-prefeitos, secretários e responsáveis por celebrar contratos com órgãos públicos. Segundo a Corte, independentemente de pretensões políticas, se forem candidatos eles estão impedidos de concorrer no pleito de outubro. Dos nomes considerados fichas sujas estão figuras conhecidas, a exemplo dos deputados federal Oziel Oliveira (PDT) – recusado em 2006 como prefeito de Luís Eduardo Magalhães – e estadual Carlos Brasileiro (PT) – com prestação negada em 2008 quando comandava o município de Senhor do Bonfim – e do ex-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) baiana, Joaquim Quintiliano da Fonseca Júnior. Integram ainda o inventário o ex-parlamentar Joseph Bandeira (PSB) – contas rejeitadas em 2011 como gestor de Juazeiro –, o ex-integrante da Assembleia Legislativa Ubaldino Júnior – desaprovado em 2007 como prefeito de Porto Seguro – e até mesmo a cantora Sarajane de Mendonça Tude – a “rainha do deboche” dos anos 80. De acordo com o TCE, a artista, conhecida pelo hit “A Roda”, teve as prestações da sua ONG Associação Criança na Arte Sarajane (Acasa) desaprovadas em 15 de março de 2007 por falta de comprovação do uso de recursos estaduais em convênio com o governo. Clique aqui e confira a lista completa.

Informações do BahiaNoticias

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O deputado estadual Carlos Brasileiro teve o nome homologado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como candidato a reeleição em 2014. Ele afirmou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) cometeu equívoco ao divulgar seu nome na lista de inelegíveis, já que a Promotoria Pública arquivou a resolução do processo de contas de 2008, apontando que não houve qualquer caso de improbidade administrativa. A decisão do Ministério Público, inclusive, foi acatada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que já havia ratificado a candidatura de Brasileiro tanto em 2010 quanto em 2012.

O TCE refere-se à prestação de contas de uma verba de R$ 8.594, aplicada na Comunidade Kolping em Senhor do Bonfim. Ocorreu uma pendência de envio de comprovante de despesas pela Comunidade, o que foi prontamente providenciado. Com isso, o Ministério Público julgou pelo arquivamento do procedimento (Conforme documentos em anexo). O parecer expedido pelo referido promotor foi julgado e aprovado pelo Conselho Superior do Ministério Público, e acatado pelo Tribunal Regional Eleitoral e também pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época. Ou seja, o fato já foi analisado pelas duas cortes, que consideraram que não há qualquer impedimento na candidatura de Brasileiro.

“Gostaria de reafirmar a lisura e a seriedade que caracterizam a minha postura de homem público e cidadão. Não sou ficha suja, como citado, e é necessário corrigir as informações que indicam esta injustiça”, afirmou Carlos Brasileiro, que teve o nome confirmado como candidato a deputado.

 

Fonte: Ascom de Carlos Brasileiro