Geovane não foi morto a tiros e teve tatuagens removidas com objeto cortante, diz DPT

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                    Geovane não foi morto a tiros e teve tatuagens removidas com objeto cortante, diz DPT
xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.-M6R0p42nd                                                                        Foto: Carol Garcia/GOVBA

Desaparecido no dia 2 de agosto após ser abordado por três policiais militares, Geovane Mascarenhas de Santana, 22, não foi morto a tiros, de acordo com o resultado dos exames realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). O órgão informou que seu corpo foi decapitado, carbonizado e teve as duas tatuagens e órgãos genitais removidos com um objeto cortante. O DPT ainda divulgou que os exames de DNA confirmaram que a mão identificada como de Geovane é compatível com o corpo e a cabeça encontrados. Entre os exames realizados, afirma o DPT, estão Tanatologia, Antropologia Forense, Anatomia Patológica, Necropapiloscopia, DNA, Toxicologia e, por fim, Radiologia. Exames complementares ainda são realizados para determinar a causa da morte e outros detalhes sobre o homicídio, o que deve ocorrer no prazo de dez dias. A polícia quer apurar se a decapitação aconteceu antes ou depois do corpo ser carbonizado. “Não é que não dê para dizer qual é a causa da morte. Todos sabem que ele foi decapitado. Mas nós estamos levantando os exames para saber se ele foi decapitado antes ou depois da carbonização. Em todos os exames de radiologia que foram feitos no corpo, na cabeça e nas mãos, não se levantou nenhuma hipótese de projétil de arma de fogo”, disse o médico legista do DPT, Paulo Peixoto. Ele também afirmou que não é possível saber o motivo da retirada das tatuagens, removidas com objetos cortantes. “Não sei qual a intencionalidade, mas sugere-se que foi para isso”, disse Peixoto, que acrescentou que o estado do corpo não permitia que os familiares reconhecessem Geovane. “Não tem tatuagem, o rosto do meu filho é pequeno e o que me mostraram é grande”, disse o pai da vítima na última sexta-feira (15), Jurandy Silva de Santana, após ter ido ao IML. Com informações do jornal Correio e BahiaNotícias.

Da redação InformaBahia