Greve: Professores de Feira de Santana entram em greve por tempo indeterminado

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Greve: Professores de Feira de Santana entram em greve por tempo indeterminado

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A decisão foi decretada em assembleia realizada na última quinta, 7.

Os professores da rede municipal de Feira de Santana (distante a 109 km de Salvador) iniciam na próxima segunda-feira, 11, uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi decretada em assembleia realizada na quinta, 7.

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), a categoria reivindica 4,17% de reajuste, reformulação do plano de carreira, aumento da função gratificada de diretores, restabelecimento do convênio com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), entre outros.

“O governo municipal não nos deu resposta da nossa pauta de reivindicações protocolada em 27 de novembro de 2018, onde o prefeito do município solicitou 15 dias para uma resposta, e até o momento não retornou às nossas reivindicações”, informou o sindicato, por meio de nota.

Ainda conforme a APLB, os docentes também reclamam contra a falta de estrutura, materiais de limpeza, merenda, carteiras e professores, além de outros problemas que impediram o início do ano letivo em diversas escolas do município.

Em nota, a prefeitura de Feira de Santana, informou nesta sexta-feira, 8, que vai cumprir o reajuste previsto pelo Ministério da Educação (MEC) para o piso salarial.

O prefeito Colbert Martins Filho chamou a atenção da APLB para a gravidade de uma paralisação da categoria. “Estamos em período de exame do Ideb 2019. Esta é uma avaliação dos nossos alunos, mas também algo intrinsecamente vinculado ao desempenho dos professores. Não há aluno bem sucedido, sem que esteja sob o acompanhamento de um professor capaz e dedicado”, informou o gestor, por meio de nota da Secretaria de Educação de Feira de Santana (Seduc).

Colbert Martins lembra também que o município está em dia com os compromissos salariais dos professores. Ele reiterou que vai adotar “todas as medidas legais e possíveis” para manter as aulas.

A TARDE| Foto: Divulgação